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Índices Inflacionários por Período
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BOLSA OLIMPICA PODE GERAR CONFLITOS MILICIANOS A Bolsa Formação, que já começa a ser paga aos policiais que ficaram a ver navios no mês de dezembro, sofrerá modificações no ínicio deste ano de 2010. Segundo informações do site do Ministério da Justiça, o teto de R$1.700,00 brutos que é critério para que o policial se torne beneficiário será aumentado para R$3.200,00, passando a admitir mais profissionais no programa. Já a Bolsa Olímpica, que pretende estabelecer o piso salarial de R$3.200,00 para os policiais brasileiros – prioritariamente os do Rio de Janeiro – começará a ser pago em 2010 àqueles profissionais que trabalharão nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Abaixo, trechos da notícia publicada no site do PRONASCI: “Policiais que trabalharão nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 receberão um complemento salarial de até R$ 1.200, de 2010 até a data de realização dos jogos. O decreto que validará a medida deverá ser assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no próximo dia 26 de janeiro. [...] Para que os policiais das cidades dos jogos recebam o novo benefício de até R$ 1.200, o governo de cada estado deve se comprometer a enviar um Projeto de Lei estadual incorporando o valor da bolsa ao salário dos policiais a partir de 2016. As regras para a participação dos estados também serão definidas pelo decreto. Um dos pontos em estudo é a regulamentação das escalas de trabalho dos policiais.” Naturalmente, tal qual a Bolsa Formação, os policiais precisarão realizar cursos promovidos pelo Ministério da Justiça para receber o benefício, além de estarem empregados em localidades onde esteja se implementando o Policiamento Comunitário. Ponto positivo da Bolsa Olímpica é a necessidade do comprometimento dos governos estaduais com a efetivação dos valores na folha salarial a partir de 2016 – período que poderia até ser antecipado. O que não ficou claro foi a expressão “policiais que trabalharão nas cidades-sede”, uma vez que ainda não se sabe quem são esses profissionais. Além disso, possuir na mesma Corporação policiais com a mesma graduação que recebem salários com uma disparidade da ordem de R$1.200,00 é mais absurdo do que quando essa diferença se dá entre policiais de corporações diferentes – tal qual ocorre atualmente. Esperemos a implementação para entender melhor tudo isso. =========================== LEILÃO DE MADEIRA EM FEVEREIRO NO PARÁ Cerca de 2,8 mil metros cúbicos de madeira serão leiloados no próximo mês pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). A madeira foi aprendida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e repassada à secretaria nesta segunda-feira (11). As apreensões aconteceram durante as operações "Transcametá 50 Graus" e "Arioca Pruanã", realizadas no final de 2009, nos municípios de Baião, Oeiras do Pará, Bagre e Cametá. Entre as espécies nobres estão maçaranduba, ipê, cedro e jatobá. Os leilões serão realizados em fevereiro, após 15 dias da publicação do edital, que está sendo finalizado pela Sema. As operações realizadas em conjunto pelo Ibama de Tucuruí, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar e Eletronorte atenderam a determinação do Ministério Público Federal e visaram combater crimes ambientais na região do Rio Tocantins. De acordo com o leiloeiro administrativo substituto da Sema, Magno Oliveira, o leilão deve chegar a R$ 400 mil. O dinheiro será destinado ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), que garante a destinação a atividades de recuperação, proteção e manutenção de recursos ambientais; educação e pesquisa dedicadas ao desenvolvimento da consciência ecológica e à tecnologia para o manejo sustentado de espécies e ecossistemas. =============================== BANPARA INCENTIVA O CINEMA PARAENSE A diretoria do Banco do Estado do Pará apresentará na manhã desta quarta-feira (13), as agendas e calendários da instituição para 2010. A cerimônia será no auditório do edifício-sede do Banpará, na avenida Presidente Vargas. Tradicionalmente, o Banpará valoriza a produção artística e cultural do Pará na confecção de suas peças de final de ano. Essa tradição foi mantida em 2010, por meio do resgate de um pouco da história do cinema paraense na confecção das agendas e calendários da instituição. "O Banpará compreende a história do cinema paraense como testemunha importante da nossa cultura", destaca Marcy Ávilla, gerente do Núcleo de Comunicação e Marketing do banco. De acordo com Ávilla, com essa iniciativa, o Banpará busca também reavivar as lembranças de gerações de paraenses que, em salas de exibição, partilharam dos sonhos daqueles que tornaram possível o cinema no Pará. "Ao contar essa história (do cinema), o Banpará pretende dar um estímulo à produção cultural local, alimentando, ao mesmo tempo, a expectativa de que nossas produções venham contribuir para a continuidade da rica história do cinema paraense", acrescenta. A confecção das agendas e calendários 2010 do Banpará teve a colaboração de críticos, cineastas e pessoas ligadas ao cinema, trazendo um panorama das salas de exibição existentes, ou que já existiram, no Estado, bem como da produção cinematográfica paraense. "Essa homenagem é também uma forma de valorizar as expressões artísticas regionais, dentro da política do banco de incentivar a cultura paraense", finaliza Marcy Ávilla. ================================ IMPRENSA PARAENSE O jogo dos bastidores Por Lúcio Flávio Pinto em 9/12/2008 Reproduzido do Jornal Pessoal nº 431, 2ª quinzena/dezembro 2008 Por que O Liberal publicou matéria de um blog 10 dias depois que ela foi colocada na internet por sua própria repórter? Por que, num primeiro momento, a matéria não interessava e, depois, se tornou manchete de primeira página? E por que o assunto foi esquecido? Com as respostas, desvenda-se mais um lance no jogo do poder. No dia 19/11 a repórter Ana Célia Pinheiro entregou ao diretor de redação de O Liberal, Walmir Botelho d’Oliveira, matéria denunciando relação promíscua que haveria entre o governo do Estado e a organização social Via Amazônia na gestão do Hangar – Centro de Convenções. Como a matéria não interessou para publicação no jornal, a repórter a divulgou no dia seguinte no seu blog, A Perereca da Vizinha. Dois dias depois a diretora do Hangar, Joana Pessoa, enviou uma carta de esclarecimento, que Ana Célia imediatamente postou, com rápidos comentários. Os dias transcorreram com mensagens de leitores, enviadas através da internet, mas sem nova manifestação das partes. A questão parecia encerrada quando a edição dominical de O Liberal do dia 30/11, que começou a circular na véspera, abriu a manchete de capa e uma página inteira dentro do jornal para a mesma matéria, reescrita e enriquecida, de Ana Célia Pinheiro. No dia seguinte a direção do Hangar reagiu com uma "nota de esclarecimento", que também ocupou uma página interna de O Liberal. Era a reprodução da nota enviada ao blog, ligeiramente modificada. As alterações foram introduzidas para lamentar a "falta de ética jornalística por parte da senhora Ana Célia Pinheiro, que fugiu à premissa básica do jornalismo que é dar voz a todos os lados envolvidos em uma matéria". Também foi criticada a má-fé da repórter, "a partir do momento em que a matéria foi publicada originalmente em um blog para o qual, mesmo não sendo procurado pela jornalista, o Hangar democraticamente já havia tomado a iniciativa de encaminhar esclarecimentos". A direção informou também ter convidado a repórter para visitar o centro de convenções "e, in loco, ter acesso às prestações de contas, mas ela não compareceu no dia e horário marcados". Critério editorial A direção do Hangar manifestou na nota indignação pelo fato de que a repórter, "mesmo de posse dos dados e com o convite para obter mais informações" no próprio local, ter republicado a matéria em O Liberal "sem o esclarecimento prestado pelo centro de convenções, o que demonstra, no mínimo, falta de escrúpulos, com interesse de levar à [a] público informações inverídicas e, portanto, direcionar o leitor para uma versão errônea e irresponsável". Atitude que, segundo a nota, "abre caminho para se questionar: quem se beneficia e a quem pode interessar tamanha leviandade?" Ao invés de dirigir a pergunta apenas à repórter, a direção do centro de convenções tinha a obrigação de partilhá-la com quem, no jornal, tem todo poder decisório: os seus proprietários. No jornalismo dos nossos dias no Pará se pode ver de tudo, até o inconcebível. Daí, talvez, as pessoas deixarem de questionar sobre os seus pressupostos. Certamente porque, ao ir às raízes, compram briga com antagonistas muito mais poderosos do que uma repórter. Tudo que foi lançado sobre Ana Célia Pinheiro cabe, na verdade, e multiplicado, aos donos de O Liberal. Por que o diretor de redação, detentor do mais alto cargo editorial na empresa, não quis publicar uma matéria que, 10 dias depois, seria a manchete principal da edição do jornal? Ele tomou a primeira decisão em caráter pessoal e depois, reconhecendo o erro cometido no exercício profissional do seu ofício, voltou atrás, no âmbito da sua autonomia, ou tanto no primeiro quanto no segundo momento apenas cumpriu ordens superiores? Na segunda hipótese, o Maiorana que lhe deu a primeira ordem foi o autor da segunda determinação? Ou um Maiorana vetou a publicação da matéria, quando de sua apresentação original pela repórter, e outro a liberou depois? Qual a primeira razão? E qual a segunda? Esse ziguezague inquisitorial não cabe num manual de jornalismo, mas faz parte da rotina do comportamento das empresas jornalísticas paraenses. O que determina a publicação de matérias polêmicas e sensíveis não é a redação, mas o setor comercial da empresa. A palavra final não pertence ao responsável pela redação, que, freqüentemente, pela mecânica das decisões (agravada pelas características pessoais do profissional), nem poder de mediação possui. Recebe ordens categóricas e limita-se a cumpri-las. O critério meramente editorial foi deixado de lado porque a matéria de Ana Célia não interessou à empresa, quando de sua apresentação. O interesse jornalístico foi acatado no segundo momento, mas em função de outro interesse comercial, que às vezes nem é o interesse da empresa de comunicação: atende a um desejo pessoal de um dos seus donos. Luta interna O "melhor jornal do Norte e Nordeste", segundo sua nunca provada propaganda, desceu das suas tamancas para reproduzir matéria de um blog 10 dias depois da sua divulgação original. Não foi o mesmo texto, claro: se fosse, seria a completa desmoralização. Duas novas informações foram acrescidas ao texto da internet, ambas anônimas ou apócrifas. A primeira suscitava a possibilidade de o Tribunal de Contas instaurar tomada especial de contas do Hangar, sem fonte identificada dessa informação. A segunda incorporava declarações de dois promotores não identificados, situação anômala o suficiente, por qualquer critério jornalístico, para motivar a observação: se um promotor, com todas as garantias e prerrogativas de função, não se sente em condições de assumir a própria opinião, mas a externa à larga, melhor não levá-lo em consideração. Para não suscitar suspeitas no leitor nem endossar covardia no exercício de função pública. Publicada a matéria de denúncia no domingo e a latifundiária nota de esclarecimento na segunda, O Liberal esqueceu o assunto na terça. A repórter, atirada do lado do mar para o lado da rocha (e vice-versa), não teve o direito de resposta em relação à manifestação da direção do Hangar. O jornal não se sentiu atingido pelas críticas da OS nem obrigado a apurar o anunciado procedimento do TCE, ou checar as econômicas informações do Hangar. A matéria gerara seus efeitos e cumprira seu ciclo de existência. Não para o leitor, é claro, abandonado com a brocha na parede, mas para algum Maiorana. Qual deles? Segundo foi possível apurar, Ronaldo Maiorana não foi consultado sobre a publicação da reportagem, embora seja, em tese, o responsável pelo conteúdo do jornal e o Maiorana que atua na área de entretenimento, com sua Bis (a promotora do Pará Folia). Ele só soube da matéria ao lê-la na edição dominical de O Liberal. Mas teria sido ele o intermediário para a saída da nota de esclarecimento do Hangar, que uma fonte disse ter sido feita gratuitamente (o que é, no mínimo, de duvidar, dada a dimensão excessiva do anúncio, com texto em tamanho grande e abuso de espaço em branco). Se a inserção foi risonha e franca, ela indica uma (mais uma) luta interna em O Liberal. Se foi paga, registra mais uma vitória do principal comandante do jornal, Romulo Maiorana Júnior. Vitória de qual natureza, com que propósito? Ainda não se sabe. Mas se a segunda hipótese é a verdadeira, O Liberal saiu da mal ensaiada polêmica ganhando anúncio caro. E a OS pagou um preço exagerado por seus esclarecimentos. Centro de poder A Via Amazônia retificou alguns erros secundários da reportagem, mas passou ao largo do que ela sugere de essencial, com base nos termos da relação entre o governo estadual e essa Organização Social, fundada com o deliberado propósito de administrar o centro de convenções: de que há superfaturamento (ou, no mínimo, exagero) no volume das transações entre as partes. O Estado gasta em demasia no Hangar enquanto cliente do centro, abusando do seu uso e aceitando preços que podiam ser menores. Não bastasse essa enorme generosidade, o governo ainda subvenciona a OS, não só repassando-lhe recursos certos a cada mês como abstraindo o fato de que 105 milhões de reais saíram dos cofres públicos para a construção do centro, ainda na administração do PSDB. Pelas duas vias (sem trocadilho), a soma é de R$ 25 milhões até agora. Mas pode chegar a mais. A direção da OS retruca que, por ser instituição sem fins lucrativos, o lucro crescente que tem registrado nos seus 18 meses de funcionamento é reinvestido em suas próprias instalações ou repassado ao Estado. Graças ao seu crescente faturamento, a OS vem reduzindo o montante do repasse estatal (de R$ 2 milhões em 2007 e de R$ 3,5 milhões no exercício atual), que será ainda menor no próximo ano. Tudo bem. No entanto, permanece o questionamento: o Estado drena recursos em excesso para uma instituição difusamente híbrida (privada, mas sujeita a contrato de gestão com o governo) e que também funciona comercialmente, com clientes particulares. Com um caixa abastado, a Via Amazônia pode se permitir ao luxo de não economizar, de gastar com fartura, de funcionar com desenvoltura. E, em assim sendo, se tornar um agente político, da mesma maneira como outras instituições sem fins lucrativos pularam da filantropia para a pilantropia (sem precisar distribuir lucros aos acionistas, mas remunerando-os nababescamente enquanto seus dirigentes). De um centro de convenções, o Hangar pode se tornar um centro de poder (inclusive eleitoral), com caixa fluente (que nem precisa ser dois). Algo como os hospitais regionais na administração tucana de Simão Jatene, segundo as acusações que os próprios petistas fizeram. Os seis hospitais representaram tal investimento que sobraria dinheiro para outros usos, considerando-se o porte dos recursos. O que não conseguiram provar na suspeição apresentada em relação aos tucanos, os petistas agora querem que não seja provocado em relação a eles. Estão suscetíveis à acusação, mas, ao que parece, o primeiro round desta pugna será cancelado antes que os lutadores subam ao ringue. Graças ao jornalismo que se pratica atualmente no Pará. O cifrão antes das palavras. *** Violência na imprensa: apenas um reflexo? O juiz Marco Antonio Lobo Castelo Branco, da 2ª vara da fazenda pública de Belém, decidiu certo ao rejeitar a concessão de liminar para impedir os jornais O Liberal, Diário do Pará e Amazônia Jornal de divulgarem "fotos e imagens de pessoas vítimas de acidentes ou mortes brutais e demais imagens que não se coadunem com a preservação da dignidade da pessoa humana e do respeito aos mortos". A medida preliminar lhe foi requerida em uma ação civil pública proposta pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (através da Procuradoria Geral do Estado), Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca/Emaús) e Sociedade de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH). Antecipar a providência poderia, a pretexto de defender alguns direitos constitucionais, violar outros, como a liberdade de imprensa. Como o próprio magistrado observou na sua sentença, do dia 21, a discussão da questão está apenas começando. A liminar poderia atropelar a prova da verdade, a ser produzida durante a instrução do processo, que é necessária diante de um tema tão complicado e polêmico. No entanto, a sentença também é contraditória. Se foi correta em evitar a precipitação de juízo, não foi cautelosa na sua fundamentação, que antecipou o julgamento do mérito, praticamente o prejulgando. O juiz Marco Antônio não esperou pela contestação dos representantes dos três jornais (sob o controle de duas empresas, das famílias Maiorana e Barbalho, que oligopolizam o segmento) nem as eventuais manifestações do Sindicato dos Jornalistas e da Associação Nacional de Jornais, que, um tanto incorretamente, mandou notificar para acompanharem o processo (indicando a ANJ, podia ter apontado também a ABI ou a Federação Nacional dos Jornalistas). Ou o parecer do Ministério Público, intimado a participar da lide. O presidente do feito emitiu logo juízos de valor, respeitáveis, mas passíveis de contestação. E inadequados para uma decisão liminar, que não devia avançar sobre o mérito da causa. O juiz manifestou consciência sobre a "extrema relevância" do assunto, que, não sendo simples, "exigirá um amplo debate que não pode ficar restrito à cognição sumária de uma decisão liminar". Acredita que a questão principal "é saber os limites da liberdade de expressão, especialmente quanto a fatos, fotos e símbolos utilizados comercialmente pelas empresas jornalísticas". Mas ressalva logo que essa discussão "não é nova no mundo todo", avultando no momento diante da "banalização da violência que é apenas reproduzida pelos jornais no Brasil todo". Logo, acrescenta o magistrado, mesmo quando vencida "uma questão suprema, de análise de constitucionalidade de tais atos", há ainda "questões éticas a serem discutidas, que transitam por uma cultura popular que lamentavelmente, independente da divulgação destes fatos por jornais que raramente podem ser comprados por pessoas mais simples, continuam a serem alimentadas pela bizarrice da morbidez de certos núcleos da sociedade". Interesse mórbido O juiz não crê que a divulgação de tais fotos, como as que aparecem todos os dias nos três jornais diários de Belém, "embora chocantes, indignas, aviltantes, perversas, sejam a real razão da estimulação à violência". Pergunta-se ele "se a mão forte do Estado ao impedir a divulgação de tais fotos inibiria tal violência", e responde rapidamente: "A resposta não exige grande raciocínio no sentido de ser negativo". O juiz, em seguida, chama a família à responsabilidade pela proteção à criança e adolescência: "tão responsável quanto o Editor do jornal é aquele que carrega para o interior de sua residência o espetáculo mórbido e macabro sujeito a cair nas mãos de seus filhos, o mesmo se aplicando à falta de controle do acesso que estes filhos têm em relação a terceiros". Argumenta que, se fosse suficiente a mão forte do Estado, "a infância e juventude não seria presa fácil nas mãos de traficantes". Antecipa seu veredicto ao afirmar que, no caso específico, a ameaça não se concretiza. Já quanto à preservação da dignidade da pessoa humana à exposição das pessoas nas fotos de violência, remete os possíveis prejudicados às reparações previstas na lei cível por danos que considerarem que sofreram, ao invés da "limitação da liberdade de imprensa com a simples proibição da publicação das fotos". O juiz considera melhor "correr o risco de enfrentar tal liberdade com suas vicissitudes a limitar-se tal direito constitucional, sob pena de abrir-se um precedente que, em nome da dignidade, da moral e dos bons costumes, possa contaminar a ordem jurídica com repercussão no dia a dia da sociedade". A frase é bonita e para justificá-la contribuiu a própria ação civil pública, que padece de erros de concepção e de execução. Ela é, ao mesmo tempo, uma ação de fazer e de não fazer. Busca impedir a repetição exaustiva de fotos chocantes de acidentes de carro ou assassinatos. Ao mesmo tempo, quer que a justiça obrigue os jornais a veicularem mensagens consideradas positivas sobre a infância, a adolescência e a dignidade humana em geral. Esse propósito, para usar uma linguagem forense, é um despautério completo. Significaria intromissão indébita da justiça e violação à liberdade de expressão (e mesmo de negócio). Essa parte da ação terá que ser rejeitada, por insustentável. Mas o fundamento da sentença do juiz é sofismático. Para poder rejeitar o raciocínio que sustenta a ação ele cria razões que facilmente desfaz. Na peça não é dito que a violência das ruas foi criada pela imprensa sensacionalista, mas que ela é um elemento a con =============================================== SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE - SEMA EM NEGOCIACAO SALARIAL A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) informa que, a respeito do movimento da Associação dos Servidores da Sema (Asctam), reivindicatório de gratificação salarial no órgão ambiental, o Governo do Estado, por meio das secretarias de Governo, (Segov), Planejamento, Orçamento e Finanças (Sepof), de Meio Ambiente (Sema) e membros da Associação dos Servidores da Sema (Asctam), constituiu um grupo de trabalho para formular uma proposta conforme disponibilidade orçamentária do Estado. A direção da Sema assinala, ainda, que as negociações para se estabelecer um índice de gratificação prosseguem, e de forma alguma as citadas secretarias obstaram, até aqui, qualquer diálogo norteador de uma posição resultante de estudos técnicos e avaliações responsáveis do justo pleito dos colaboradores da Sema. ======================================== GASOMETRO RECEBE NUCLEO DE FISSURADOS DO HOL No próximo dia 16, às 8h30 acontece na Estação Gasômetro o Natal do Núcleo de Fissurados do Hospital Ophir Loyola. As crianças serão homenageadas com diversas atrações natalinas. O serviço de fissurados do HOL atua como referência, e dispõe de equipe multidisciplinar e equipamentos de alta tecnologia para executar e acompanhar o processo cirúrgico dos pacientes e o pós cirúrugico. O serviço atualmente atende em torno de 200 crianças com fissura lábio-palatal, vindas de vários municípios e também de outros estados. O evento faz parte do plano de interação social do fissurado e sua família. A fissura labial é um defeito congênito, ou seja, adquirido durante a gravidez. Trata-se da separação do lábio superior em duas partes. Dificuldade de alimentação, de respiração e de fala, são alguns dos problemas enfrentados por uma criança com fissura labial ou palatina. ========================================== PRODEPA REALIZA FORUM DE CERTIFICAO DIGITAL Pela primeira vez, a região norte do Brasil recebe o Fórum de Certificação Digital, o CertForum. O evento, que apresentará os múltiplos usos da certificação digital na iniciativa privada e nas diversas esferas do governo estadual e federal, tem data confirmada para o próximo dia 16 de dezembro, no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém (PA). O evento é aberto ao público e as inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site http://certforum.iti.gov.br/. Estão programadas, para a etapa Belém, palestras nacionais e internacionais que tratarão um panorama sobre certificação digital, apresentando suas funcionalidades e os resultados alcançados dentro de vários segmentos que adotaram seu uso na rotina administrativa. ========================================== ANA CELIA PINHEIRO, ESCREVE A VIC PIRES FRANCO - (Para relembrar...) Sexta-feira, Setembro 18, 2009 Ao Deputado Vic Pires Franco Já que o senhor quer fazer críticas públicas, então, vamos lá. São exatamente 13h40 de sexta-feira. Há uns 15 minutos consegui, finalmente, postar a entrevista com o Parsifal Pontes no seu blog. Mas, não consegui falar com o senhor. Porque o senhor não atende meus telefonemas. E, como diz em seu blog, cansou de esperar e foi para o Doca Speto, jogar conversa fora com o Orly. Bom para o senhor, que está aí, comendo bacana, enquanto que eu estou aqui, tendo de escrever esta postagem, com a barriga doendo de fome. Sei que prometi entregar a matéria ao meio-dia, mas, não deu. Infelizmente, deputado, sou humana: cago, mijo, como, tomo banho e também me canso de trabalhar, como, aliás, todo e qualquer ser humano. Saí da entrevista com o Parsifal já no começo da noite de quarta-feira, depois de ter trabalhado desde às oito da manhã. Passei no supermercado, para levar comida para casa. Porque, infelizmente, deputado, além de trabalhar fora, também administro uma casa. Não tenho empregada, nem dinheiro para pagar empregada, capitchi? E talvez o seu grande erro seja este: querer medir todo mundo pelas condições materiais que o senhor possui. E por essa sua eletricidade, que não lhe deixa nem dormir direito. Quando cheguei em casa, na quarta-feira, já era tarde e eu estava cansada, porque, como já disse, infelizmente, sou humana. Ontem, às 8 da manhã, comecei a trabalhar, novamente, para ajudar com materiais para o blog. E aí, quando estava a fazer isso, veio o pessoal de O Liberal pedir esclarecimentos seus para a matéria de domingo. E eu – como o senhor sabe muito bem – tive de parar para ver isso. Só depois, por volta das 10 da manhã, tive condições de começar a decupar a entrevista. E à tarde, quando o senhor chegou de Brasília e conseguiu as informações solicitadas, ainda tive de parar novamente, para produzir aquela nota, para O Liberal. Mesmo assim, acabei o serviço ontem mesmo – quando já era mais de meia-noite. Fui dormir – porque os seres humanos, sabe deputado, têm de dormir... Mas, hoje, às 8 da manhã, estava no batente, buscando notícias de jornal, para colocar no seu blog. Às 9, o senhor me ligou e disse que não interessavam mais tais notícias. Voltei-me, então, para o entrevistão-tão-tão-tão com o Parsifal. Tinha mais ou menos 50 mil toques. Consegui reduzir para 35 mil, o equivalente, mais ou menos, a três páginas de jornal. Fui, então, postar a matéria, por volta, como já disse, das 13h10m. Por três vezes não consegui entrar no infernal administrador do blog. E já me preparava para lhe mandar o material por e-mail, quando, finalmente, consegui concluir essa tarefa hercúlea. Para minha surpresa, dei com o seu post, que considerei simplesmente LAMENTÁVEL, dado o meu esforço. Não reclamo de trabalho, deputado. Quem me conhece sabe que sou pé de boi. Mas, não acho justo o senhor ficar me criticando assim, publicamente, como se eu estivesse a brincar de trabalhar. Viro a noite trabalhando – já fiz isso inúmeras vezes. E até estou velha, neurótica e gorda por causa disso. Posso até valer por duas. Mas, sinceramente, não posso valer por três ou quatro. Acho que o senhor foi de uma indelicadeza enorme em relação a mim. Até porque, como ambos chegamos à mesmíssima conclusão, no final deste mês eu vou-me embora; vou fazer outro trabalho – e o senhor poderá, então, quem sabe, encontrar alguém que corresponda às suas expectativas. Mas, creio, sinceramente, que até lá podemos ter uma relação minimamente civilizada, não é? O que implica dizer NÃO FICARMOS NOS ESTAPEANDO PUBLICAMENTE. Agora, se o senhor me der licença, vou tomar um banho e comer alguma coisa, para fazer o outro entrevistão-tão-tão-tão-tão, que o senhor marcou para às 16 horas desta sexta-feira – o que me obrigará a trabalhar, certamente, o sábado inteiro a fim de que possa ser postado na segunda-feira de manhã. Hoje é sexta-feira e vou encher a cara, como todo ser humano deveria fazer, aliás. E vou aproveitar para falar muito mal do senhor. FUUUUIIIIIIII!!!!!!! Postado por Ana Célia Pinheiro às 14:17 ----------------------------------------
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