Disfunção erétil, a Impotência sexual e Dificuldade de ereção

A Disfunção Erétil ou a Impotência Sexual é a incapacidade persistente, total ou parcial, de iniciar e/ou manter uma ereção durante o tempo suficiente para a prática de uma relação sexual satisfatória, desde o inicio do coito até a hora de ejacular.

Milhões de homens no mundo passam por essa situação, fato demonstrado pelas estatísticas que evidenciam que a Disfunção Erétil incide em até 5% dos homens de até 40 anos, em até 27% daqueles que estão na faixa dos 60 anos e em 55% dos homens acima de 70 anos. Em tese, a maioria dos homens sexualmente ativos já enfrentou algum tipo de Disfunção Erétil ao menos uma vez na vida e sabe-se que 70% desses casos têm origem emocional ou psicológica.

De todas as disfunções sexuais masculinas, certamente, a mais dramática é a Disfunção Erétil, devido ao fato de que, culturalmente, a masculinidade está muito ligada a genitalidade, sendo o pênis um símbolo de poder, com o tamanho do pênis grande, dominação e virilidade, que deve “funcionar” sempre de maneira satisfatória.

Desse modo, comumente, a Disfunção Erétil causa um efeito arrasador sobre a autoestima masculina e, em alguns casos, torna-se determinante para conflitos conjugais e casos de desespero, podendo até mesmo evoluir para um quadro de grave depressão.

Quando apresenta um fracasso ocasional, o homem começa a sentir o “temor de desempenho”, que é a expectativa de um novo insucesso. Essa situação gera muita ansiedade e inibe o reflexo erétil. E é, exatamente, o medo de não ter a ereção que faz com que o homem não a tenha, fato que pode motivar um processo disfuncional com falhas eretivas permanentes.

Ademais, também é comum a situação em que o homem só consegue ter ereções para se masturbar, ou pela manhã, mas não consegue ter ou manter uma ereção satisfatória para a penetração e para manter o coito (homo ou heterossexual).

Conforme supracitado, em geral, as razões que acarretam a Disfunção Erétil são exclusivamente emocionais ou psicológicas e nada têm a ver com a função reprodutora.

O uso do termo “impotência” é muito comum e, além de ser consagrado no vocabulário coloquial, às vezes é empregado até mesmo pela literatura médica. Entretanto, a utilização desse termo, como sinônimo de Disfunção Erétil, é inadequada, uma vez que a palavra impotência não se refere apenas à Disfunção Erétil, mas a todas as situações mal sucedidas do desempenho humano, sendo de cunho sexual ou não.

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Tratamento ou Procedimentos Terapêuticos para melhorar

A maioria dos casos apresentam três sintomas principais a serem bem trabalhados: a insegurança, a ansiedade e os problemas conjugais. Mas, inicialmente, é essencial diagnosticar as causas e a evolução da Disfunção Erétil.

Para tal, o(a) profissional utiliza questionários e entrevistas próprias da sexologia e, de acordo com os resultados, sugere o programa psicoterapêutico ideal.

A Neuropsicologia aplicada e a Psicanálise, por intermédio da força de suas teorias, oferecem maneiras de processar as intervenções terapêuticas com eficiência e efetividade.

Mas, a técnica escolhida é apenas um instrumento nas mãos do(a) terapeuta, pois, segundo Cavalcanti & Cavalcanti (1996), o mais importante é a escolha de um(a) profissional capaz de manejar a técnica de maneira adequada.

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